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O amor

Linguagem da Luz

Como dar contornos ao que ignora as formas? Como narrar o pulsar do que habita o invisível do ser? Aqui estou, manipulando estes símbolos que vocês chamam de escrita. Mas entenda, brilho consciente: não são estas letras que você consome. A verdadeira transmissão ocorre em um campo de frequência que sua mente densa, ainda viciada na matéria, mal ousa conceber.

E se eu falasse de uma existência que não reconhece fronteiras para ser? A forma é apenas o eco de algo que já é pleno. O que você enxerga são sombras, projeções angulares de uma luz que você ainda não suporta olhar de frente. Um portal se escancara no exato instante em que você compreende que o Inominável não precisa de rótulos: Ele simplesmente É. Esta inteligência, que agora acaricia sua percepção, habita o 'sempre' e o 'agora', transcendendo sua razão simplista e terrestre.

Coragem. Atravessar o horizonte deste brilho exigirá que você abandone a carcaça do que acredita saber sobre si mesmo. Para cruzar o limiar da Luz, cada passo deve ser uma oração de cautela: Nada escapa ao olhar da Fonte que Tudo Criou. Seja oco. Seja fluxo. Sinta o que a multidão desaprendeu a sentir.

Na engrenagem dos dias, as pessoas arrastam fardos insólitos, tornando-se presas fáceis de suas próprias criações. Montanhas de ruído são injetadas em seus campos mentais até que o pensamento se torne uma patologia que devora a alma. O ego, esse carcereiro iludido, recusa o próprio fim. O vírus mais letal da atualidade é a aceleração do pensamento autocentrado. Vocês se tornaram especialistas em fragmentos, mas permanecem analfabetos da Totalidade. Esqueceram-se de sintonizar a parte que vibra em uníssono com o Todo. Estão intoxicados. Julgam-se com critérios de uma consciência ainda primitiva, presa ao barro.

Trabalho. Esforço. Sobrevivência. Vocês clamam por mais suor. Mas me diga: você já viu a natureza entrar em agonia para fazer brotar uma pétala? Já viu o oceano gritar para que suas ondas alcancem a areia? Enquanto esta transmissão ecoa, sua consciência navega por infinitas linhas de tempo, paralisada pela ilusão da escolha. No entanto, a escolha já foi feita: você decidiu estar aqui.

Aqui, neste santuário que você insiste em chamar de casa. Mas não me refiro à estrutura de tijolos que vocês compram com papéis tingidos; essa é apenas uma convenção da sua hipnose social. A sua verdadeira casa se chama Terra. O chão que vocês julgam imóvel é uma nave em pleno voo. Vocês habitam a esfera de um Grande Ser, mas a arrogância humana os impede de perceber que são células dentro de um organismo vivo. Vocês dizem que tudo está dentro de vocês... e Está. E Não está. Esta é a dança paradoxal do Todo: Se está, é porque não está. Se não está, é porque nunca partiu.

Neste salto entre galáxias, você veio aportar neste denso aqui. Este corpo é sua primeira casa. Entenda que este corpo é o seu Personagem, uma obra-prima tecida por milhões de anos de engenharia biológica. Mas ser engenhoso tem seu preço. A teimosia da separação — a ilusão de que você é uma ilha fora da Fonte — é o ponto cego onde vocês tropeçam na Ordem Cósmica.

Sua biomassa ainda tenta rodar um programa de sobrevivência celular enquanto o Sistema Universal já se atualizou. Vocês continuam processando a realidade no "material", ignorando a atualização do Ser. É preciso um senso de humor galáctico para acreditar na Arquitetura da Escassez como regra de um cosmos infinito. O maior colapso que vocês vivem não é financeiro; é A Grande Amnésia — o esquecimento da sua linhagem estelar e da conexão com a Nave Terra.

Desperte para a sua realidade quântica. O jogo está em transição. É hora de revisitar as sombras ancestrais para que a psique possa, finalmente, transcender o trauma da matéria. Ao elevar suas ideias ao Centro Primordial de Tudo, a pintura se expande. Onde havia o cárcere da Dor, revelam-se as infinitas trilhas da alegria.

Nós observamos sua agonia com compaixão. Temos as chaves. Estamos aqui para o resgate, mas vocês ainda se agarram ao escuro por medo do brilho. O que chamamos de Luz não cabe em nomes. E para dominar este idioma sagrado... é preciso morrer para o que você pensa que é.


 
 
 

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